Mãe, se pensava que eu não iria escrever sobre esta tão bem aventurada data, estava bem enganada. Só quero mandar os meus Parabéns e as minhas esperanças de que tudo esteja a correr da melhor forma por aí. Parabéns!!
Gostava muito de aí estar para lhe dar um grande beijinho e depois irmos todos jantar fora a um qualquer óptimo restaurante. Bem melhor do que falar por telemóvel ou por mensagens, o que às vezes é melhor que nada ;)
Por um lado ainda bem que não vieram cá visitar(-me). Milão não é lindo de mais e dois meses passam a correr, por isso terão o vosso filho mais fixe enquanto o diabo coça o cotovelo (o que é rápido acredite). As melhores saudades são as que se fazem por crescer e assim é ainda melhor matá-las no tempo certo, quando eu voltar definitivamente.
Deixo assim aqui o meu beijo virtual à mãe mais bonita e divertida da festa!
Obrigado por tudo mother! Parabéns mais uma vez!
domingo, 18 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
O Diário de um Doente Pseudo Profundo
15/01/09
A vida entre paredes pode se tornar difícil e cansativa, mas tem sempre os seus benefícios culturais pois podemos consumir um elevado número de filmes e livros. O ano não começou da melhor forma: estive sozinho em casa sem ver quase ninguém e estou a acabar de sair das garras malignas da doença, mas por outro lado pude ver tantos filmes e ler tantos livros que já nem sei o meu nome.
Hoje ao fechar a janela do meu quarto e ao ver a rua à noite, pude experenciar uma sensação estranha, como se o mundo exterior fosse outra vez uma verdadeira novidade para mim. O hábito de andar por aquelas ruas foi quebrado com a doença e ao ve-las outra vez fez-me perceber o tempo que estou aqui metido. Great, I’m a loser. O que vale é que há mais dois doentes em recuperação a acompanhar-me. Menos mal. O que não vale é que temos amigos em casa e eles têm de assistir à tal recuperação sem poderem protestar. Menos um ponto positivo.
Coisas banais:
A máquina de lavar já foi arranjada e não somos nós que temos de pagar. Viva la vita!
A Inês, amiga da Maria, tratou de nos cozinhar um optimo jantar. Somos mimados por todos.
Há vida em Marte e eu não quero saber disso para nada.
16/01/09
Levantei-me, deitei-me, voltei-me a levantar. Tinha de ir às aulas. Tomei banho e o pequeno almoço, vesti-me e lavei os dentes. Fui para a paragem de autocarro. Nunca mais vinha. Dores de cabeça. Frio. Voltei para casa.
Sinto-me um bocado mal por não ir hoje à aula, pois para a semana vou ter que faltar a esta mesma disciplina, pois vou para a Grécia. Vou mandar um e-mail ao professor a explicar a situação e dizer-lhe que tenho estado muito doente.
A vida entre paredes pode se tornar difícil e cansativa, mas tem sempre os seus benefícios culturais pois podemos consumir um elevado número de filmes e livros. O ano não começou da melhor forma: estive sozinho em casa sem ver quase ninguém e estou a acabar de sair das garras malignas da doença, mas por outro lado pude ver tantos filmes e ler tantos livros que já nem sei o meu nome.
Hoje ao fechar a janela do meu quarto e ao ver a rua à noite, pude experenciar uma sensação estranha, como se o mundo exterior fosse outra vez uma verdadeira novidade para mim. O hábito de andar por aquelas ruas foi quebrado com a doença e ao ve-las outra vez fez-me perceber o tempo que estou aqui metido. Great, I’m a loser. O que vale é que há mais dois doentes em recuperação a acompanhar-me. Menos mal. O que não vale é que temos amigos em casa e eles têm de assistir à tal recuperação sem poderem protestar. Menos um ponto positivo.
Coisas banais:
A máquina de lavar já foi arranjada e não somos nós que temos de pagar. Viva la vita!
A Inês, amiga da Maria, tratou de nos cozinhar um optimo jantar. Somos mimados por todos.
Há vida em Marte e eu não quero saber disso para nada.
16/01/09
Levantei-me, deitei-me, voltei-me a levantar. Tinha de ir às aulas. Tomei banho e o pequeno almoço, vesti-me e lavei os dentes. Fui para a paragem de autocarro. Nunca mais vinha. Dores de cabeça. Frio. Voltei para casa.
Sinto-me um bocado mal por não ir hoje à aula, pois para a semana vou ter que faltar a esta mesma disciplina, pois vou para a Grécia. Vou mandar um e-mail ao professor a explicar a situação e dizer-lhe que tenho estado muito doente.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Feliz pamonhaniversário!
Querida pamonha mágica,
PARABÉNS! Tinha que dar um espaço de antena para te felicitar neste dia e dizer que nem sabes a pena que tenho de não estar aí contigo hoje. Catarina cabeça de melão, presunto ambulante, rouxinol dourado que canta num qualquer monte na Mongólia. Há já uns bons seis anos que percorremos esta estrada juntos e deixa-me que te diga que o passeio tem sido bem agradável e ao mesmo tempo emocionante. Uma grande aventura neste planeta azul. Sinto falta da minha segunda casa (acho que posso dizer isto sem dúvidas) e de lá estar esparramado no sofá ou a desenhar avidamente, fazendo caricaturas bem bonitas dos nossos amigos. “Os meus amigos são feios”.
Ontem fartei-me de te tentar telefonar à meia noite já agora. Tentei do telemóvel da Joana, pois ela tem dinheiro e eu não. Queria muito dar-te os parabéns voz a voz, mas como isso agora não é possível (só se te apanhar no computador.. mas isso seria menos giro), escrevo-te aqui neste espaço virtual blogático.
Com muitas saudades de toda a tua pessoa,
Um beijo do teu amigo.
PARABÉNS! Tinha que dar um espaço de antena para te felicitar neste dia e dizer que nem sabes a pena que tenho de não estar aí contigo hoje. Catarina cabeça de melão, presunto ambulante, rouxinol dourado que canta num qualquer monte na Mongólia. Há já uns bons seis anos que percorremos esta estrada juntos e deixa-me que te diga que o passeio tem sido bem agradável e ao mesmo tempo emocionante. Uma grande aventura neste planeta azul. Sinto falta da minha segunda casa (acho que posso dizer isto sem dúvidas) e de lá estar esparramado no sofá ou a desenhar avidamente, fazendo caricaturas bem bonitas dos nossos amigos. “Os meus amigos são feios”.
Ontem fartei-me de te tentar telefonar à meia noite já agora. Tentei do telemóvel da Joana, pois ela tem dinheiro e eu não. Queria muito dar-te os parabéns voz a voz, mas como isso agora não é possível (só se te apanhar no computador.. mas isso seria menos giro), escrevo-te aqui neste espaço virtual blogático.
Com muitas saudades de toda a tua pessoa,
Um beijo do teu amigo.
I get a fever that's so hard to bear. You give me FEVER
13/01/09
Terceira tentativa para escrever qualquer coisa de jeito para o blog.
Estou neste momento deitado na minha cama em cima dos caóticos lençóis... Acordei com dores nos olhos, pescoço e arrepios no corpo todo. Pés frios. “Febre” pensei. Para além disso sonhei a noite toda que vivia numa grande mansão que se deslocava por um deserto escaldante. Acordei mais suado que um porco.
Façamos o percurso da doença cá em casa: A Maria ficou constipada e passou para o João que ficou com febre; depois ela melhorou e ele piorou; ele passou a febre para a Maria e esta por último, passou-a para mim. Isto por ter estado sentado ao lado dela (ou de ter partilhado um copo de água...).
Eu sei que devia, mas não tomei banho hoje e deixei-me estar de pijama. Estou confortável com as minhas meias de neve e a minha fiel camisola comprada na h&m. Mas não sou o único, resolvemos, os 3 doentes, por uma qualquer iniciativa silenciosa, não tomar banho hoje e deixarmo-nos molengar nas camas a ver filmes e a ouvir música. Parece que está a resultar pois estou a melhorar.
A Joana e a Rita, que estão a fazer erasmus na bulgária, vieram cá passar uns dias. Foram hoje para um lago qualquer. Fizeram ontem um optimo jantar: massa com queijo e carne, e conseguimos sentarmo-nos todos à mesa, um cenário digno de uma boa família tradicional. Também está cá a Inês, amiga da Maria, por isso podemos dizer que a casa está cheia.
Aulas, vão bem. Ontem foi o meu primeiro dia e mostrei alguns trabalhos aos professores. Consegui me livrar de algumas preocupações escolares e agora estou mais leve de cabeça. Hoje não pude ir a uma aula como é obvio, mas também não é grave, recupero para a semana.
Acabei à bocado de ver o “Into the Wild”. Nunca tinha visto, mas já tinha ouvido falar muito bem do filme. Gostei muito e fez-me pensar que desperdiçamos o nosso tempo em tantas coisas inúteis... Arranjar um lugar no mundo e fazer a nossa história. Muito comovente emocionante. Aconselho.
A minha viagem para a Grécia está para acontecer. Espero estar melhor por essa altura.
14/01/09
Acordei agora e tinha à minha espera duas garrafas grandes de chá preto para me purificar dos demónios e um saco de pão. Realmente tenho de dizer isto para toda a gente ouvir: A Joana e a Rita são impecáveis! Oferecem presentes e tomam muito bem conta de nós. Ainda ontem, estava eu deitado na minha cama, elas chegaram com sumo de laranja e coca cola, um verdadeiro luxo asiático. Obrigado, obrigado.
Terceira tentativa para escrever qualquer coisa de jeito para o blog.
Estou neste momento deitado na minha cama em cima dos caóticos lençóis... Acordei com dores nos olhos, pescoço e arrepios no corpo todo. Pés frios. “Febre” pensei. Para além disso sonhei a noite toda que vivia numa grande mansão que se deslocava por um deserto escaldante. Acordei mais suado que um porco.
Façamos o percurso da doença cá em casa: A Maria ficou constipada e passou para o João que ficou com febre; depois ela melhorou e ele piorou; ele passou a febre para a Maria e esta por último, passou-a para mim. Isto por ter estado sentado ao lado dela (ou de ter partilhado um copo de água...).
Eu sei que devia, mas não tomei banho hoje e deixei-me estar de pijama. Estou confortável com as minhas meias de neve e a minha fiel camisola comprada na h&m. Mas não sou o único, resolvemos, os 3 doentes, por uma qualquer iniciativa silenciosa, não tomar banho hoje e deixarmo-nos molengar nas camas a ver filmes e a ouvir música. Parece que está a resultar pois estou a melhorar.
A Joana e a Rita, que estão a fazer erasmus na bulgária, vieram cá passar uns dias. Foram hoje para um lago qualquer. Fizeram ontem um optimo jantar: massa com queijo e carne, e conseguimos sentarmo-nos todos à mesa, um cenário digno de uma boa família tradicional. Também está cá a Inês, amiga da Maria, por isso podemos dizer que a casa está cheia.
Aulas, vão bem. Ontem foi o meu primeiro dia e mostrei alguns trabalhos aos professores. Consegui me livrar de algumas preocupações escolares e agora estou mais leve de cabeça. Hoje não pude ir a uma aula como é obvio, mas também não é grave, recupero para a semana.
Acabei à bocado de ver o “Into the Wild”. Nunca tinha visto, mas já tinha ouvido falar muito bem do filme. Gostei muito e fez-me pensar que desperdiçamos o nosso tempo em tantas coisas inúteis... Arranjar um lugar no mundo e fazer a nossa história. Muito comovente emocionante. Aconselho.
A minha viagem para a Grécia está para acontecer. Espero estar melhor por essa altura.
14/01/09
Acordei agora e tinha à minha espera duas garrafas grandes de chá preto para me purificar dos demónios e um saco de pão. Realmente tenho de dizer isto para toda a gente ouvir: A Joana e a Rita são impecáveis! Oferecem presentes e tomam muito bem conta de nós. Ainda ontem, estava eu deitado na minha cama, elas chegaram com sumo de laranja e coca cola, um verdadeiro luxo asiático. Obrigado, obrigado.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Uma tarde no Cemitério
Depois de falarmos sobre a morte em geral e sobre o significado da vida fomos para casa e à noite saímos para o Rolling Stones. Antes da discoteca fomos para uma residência de uns novos amigos. A nossa amiga romena ficou amuada conosco porque nunca mais íamos para a disco e foi para casa jurando que nunca mais seria nossa amiga. Ridiculo e infantil, mas é a vida!
Amanhã começo as aulas...tenho de voltar a por a cabeça no papel e computador e voltar a tornar o trabalho num hábito diário.
Mudámos a disposição da sala. Parece maior!
A máquina de lavar não funciona (><)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O Padrinho da Neve
Eu devia postar fotografias da quantidade de neve que está na rua mas estou com preguiça de passá-las para o computador. Terão que acreditar em mim quando digo que está tudo branco como a vossa cara no Inverno. Fui ao supermercado hoje (esta foi a minha aventura de hoje. Emocionante) e tive de andar como se tivesse algum problema, pois a maldita da neve pregava-me rasteiras de uma maneira estupidamente eficaz, ou seja, escorregava de vez em quando. Resisti à tentação de alguém que quase não ve neve, de fazer uma bola e atirá-la à mais doce velhinha do bairro. Queria fazer isso, mas não cedi aos meus impulsos irracionais. Hm.. falando a verdade, ontem às 2h da manhã fui à varanda e tentei fazer um boneco de neve. É claro que desisti porque: 1- parecia um louco, 2- é mais difícil do que parece! Queria fazer um em tamanho real para assustar a vizinhança mas não deu em nada. Zero, nickles, niente, putrefacto.
Acabei de ver “O Padrinho”. É bom.. um bocado grande. Não estava à espera que acabasse assim (falo para quem já viu). Acho que terei que ver “O Padrinho II” amanhã para saber o resto da história. Tem piada...ontem vi o “American Gangster”! Estes dias tem sido muito mafiosos comigo estou a ver.
Amanhã de manhã chegará a malta cá de casa. Pareço um puto com saudades dos seus pais. Mas é assim a vida, quando nos habituamos a uma coisa não queremos mais nada.. Fica o meu ditado de mafioso. Já agora, tratem-me por Padrinho, ok?
Acabei de ver “O Padrinho”. É bom.. um bocado grande. Não estava à espera que acabasse assim (falo para quem já viu). Acho que terei que ver “O Padrinho II” amanhã para saber o resto da história. Tem piada...ontem vi o “American Gangster”! Estes dias tem sido muito mafiosos comigo estou a ver.
Amanhã de manhã chegará a malta cá de casa. Pareço um puto com saudades dos seus pais. Mas é assim a vida, quando nos habituamos a uma coisa não queremos mais nada.. Fica o meu ditado de mafioso. Já agora, tratem-me por Padrinho, ok?
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
P.S. - I love you Abóbora
Mas verdade seja dita, as melhores ideias acontecem sempre de noite. Pelo menos no meu caso. Quando me deito, fico a pensar numa série de coisas que tenho de fazer na vida. É uma espécie de elaboração de planos mentais para que o meu futuro corresponda às minhas expectativas. É claro que demoro sempre 2 ou mais horas a adormecer. Dentro da minha cabeça realiza-se uma festival de ideias que dura a noite toda. Quando acordo essas ideias parecem-me ridículas e um pouco absurdas. Vejam por exemplo esta ideia para um conto:
Era uma vez, numa terra distante, rodeada de montanhas adormecidas, um Rei que adorava abóboras. Desde pequeno que não só tirava prazer em come-las, como também de observar o seu crescimento. Era um Rei estranho dizia a população, resignada com o facto de terem de comer abóbora a todas as refeições. Assim era: se o Rei gostava, o povo também tinha de gostar. E por muitos anos assim se viveu naquelas terras aboborianas.
Uma noite, quando o Rei estava deitado na cama relendo pela 72ª vez a história da Cinderela e da sua carruagem abóbora (o que lhe deu algumas ideias), uma forte e brilhante luz apareceu reflectida no grande espelho de corpo inteiro que estava apoiado na parede. Quando o Rei se habituou à luz pode reconhecer os contornos e formas da mulher mais bonita que alguma vez ele já vira.
- Quem sois? Um anjo?
- Não. Sou Melinda, a fada Abóbora – disse a fada delicamente.
De facto, a tal mulher, não so tinha umas pequenas asas como um grande chapéu de abóbora que lhe ficava ridiculamente mal.
- UAU! Não fazia ideia que existiam fadas das abóboras!
- Parece que existem – disse a fada estoicamente.
- Então e o que a traz por estas bandas? – disse o Rei deitando-se de barriga para baixo e apoiando a cara com as mãos.
- Vim parar o vil enjoo que tens provocado ao teu povo. Eles estão cada vez mais fartos de abóboras e algum dia ficarão tão fartos que as detestaram para sempre – disse a fada realçando esta ultima parte.
- Ora..ora ora ora. Que disparate aboboriático! Isso nunca vai acontecer. Mas diga-me. Qual era mesmo o seu nome bela donzela?
- Melinda. Sou uma fada -
- Melissa hã? Ok... Isto é uma partida do Bob, o cozinheiro real certo? Ah, Bob, sempre com estas piadas!
- Melinda! O quê? Não é uma partida nenhuma. Sou a fada Abóbora! Não ve pelas minhas asas mágicas e o meu brilho resplandecente?
- Hum hum.. efeitos especiais das novas tecnologias? Realmente está de facto muito bem feito! Mas diga-me fada Melissa.
- Melinda. O MEU NOME É MELINDA!
- É um nome um pouco ridículo digo-lhe já.
- FOI O NOME QUE A MINHA MÃE ME DEU! – disse a fada agora enrraivecida.
- E o seu pai?
- O meu pai?
- Sim, existem fados não?
- Não existem fados nenhuns. Só fadas.
- Então como se reproduzem?
- O quê?! Eu, bem.. Estala-se os dedos e aparece uma fada. Vê – e assim a fada estalou os dedos e de facto apareceu uma fada muito pequena.
- Impressionante – disse o rei sinceramente espantado – E como a vai chamar? OLHE A SUA FILHA A VOAR PELA JANELA!
- Ela é livre de ir para onde quer. As fadas são assim.
- Certo...Posso tentar?
- Não funciona com humanos. Bem mas eu vim até aqui para..O que estás a fazer?
O Rei estalava os dedos compulsivamente.
- Podes parar de estalar os dedos?? Estou a tentar falar! – disse a fada corada de raiva.
- GRRAUUUURR – rugiu ela. E com um Plim desapareceu de vista.
Mas o que a fada não sabia, era que a sua missão tinha sido cumprida. O Rei estava de tal maneira obcecado com o estalar dos seus dedos que perdeu o interesse pelas abóboras e assim o Reino pode ficar livre de comer aboboras para o resto da vida. FIM.
Hã? Demasiado cool não foi? Mas para que fique escrito eu não adormeço a pensar em contos infantis sem moral nenhuma.. este foi um que me surgiu na cabeça, heh.
Hoje tomei um banho de banheira. Já há, literalmente, anos que não tomava. Foi bom mas no fim estava de tal maneira relaxado que comecei a ficar com sono. Saí da banheira com o corpo entorpecido.
Outra coisa muito interessante. Estou a ver uma média de 3 filmes por dia. Tenho visto de tudo, desde os clássicos até aos mais comerciais. Acho que vou acabar de ver o meu carregamento de filmes só esta semana. Mas é compreensível! Não está cá ninguém em casa, ainda não comecei as aulas e está a nevar como se não houvesse o depois de amanhã. Que querem que eu faça? Vá para a rua apanhar ar e combinar coisas com amigos? Pois, parece-me bem que não. Não, de vez em quando lá saio para apanhar ar e ginasticar as pernas.
Este é capaz de ser um dos posts mais estranhos (e mais longo Martim..) que já escrevi mas dêm-me um desconto de 5 euros: eu estou mergulhado de filmes até aos olhos e não tenho ninguém com quem falar. De qualquer maneira eles chegam de Roma depois de amanhã por isso o martírio está quase a acabar.
Uma abóbora para todos. Hurray!
Era uma vez, numa terra distante, rodeada de montanhas adormecidas, um Rei que adorava abóboras. Desde pequeno que não só tirava prazer em come-las, como também de observar o seu crescimento. Era um Rei estranho dizia a população, resignada com o facto de terem de comer abóbora a todas as refeições. Assim era: se o Rei gostava, o povo também tinha de gostar. E por muitos anos assim se viveu naquelas terras aboborianas.
Uma noite, quando o Rei estava deitado na cama relendo pela 72ª vez a história da Cinderela e da sua carruagem abóbora (o que lhe deu algumas ideias), uma forte e brilhante luz apareceu reflectida no grande espelho de corpo inteiro que estava apoiado na parede. Quando o Rei se habituou à luz pode reconhecer os contornos e formas da mulher mais bonita que alguma vez ele já vira.
- Quem sois? Um anjo?
- Não. Sou Melinda, a fada Abóbora – disse a fada delicamente.
De facto, a tal mulher, não so tinha umas pequenas asas como um grande chapéu de abóbora que lhe ficava ridiculamente mal.
- UAU! Não fazia ideia que existiam fadas das abóboras!
- Parece que existem – disse a fada estoicamente.
- Então e o que a traz por estas bandas? – disse o Rei deitando-se de barriga para baixo e apoiando a cara com as mãos.
- Vim parar o vil enjoo que tens provocado ao teu povo. Eles estão cada vez mais fartos de abóboras e algum dia ficarão tão fartos que as detestaram para sempre – disse a fada realçando esta ultima parte.
- Ora..ora ora ora. Que disparate aboboriático! Isso nunca vai acontecer. Mas diga-me. Qual era mesmo o seu nome bela donzela?
- Melinda. Sou uma fada -
- Melissa hã? Ok... Isto é uma partida do Bob, o cozinheiro real certo? Ah, Bob, sempre com estas piadas!
- Melinda! O quê? Não é uma partida nenhuma. Sou a fada Abóbora! Não ve pelas minhas asas mágicas e o meu brilho resplandecente?
- Hum hum.. efeitos especiais das novas tecnologias? Realmente está de facto muito bem feito! Mas diga-me fada Melissa.
- Melinda. O MEU NOME É MELINDA!
- É um nome um pouco ridículo digo-lhe já.
- FOI O NOME QUE A MINHA MÃE ME DEU! – disse a fada agora enrraivecida.
- E o seu pai?
- O meu pai?
- Sim, existem fados não?
- Não existem fados nenhuns. Só fadas.
- Então como se reproduzem?
- O quê?! Eu, bem.. Estala-se os dedos e aparece uma fada. Vê – e assim a fada estalou os dedos e de facto apareceu uma fada muito pequena.
- Impressionante – disse o rei sinceramente espantado – E como a vai chamar? OLHE A SUA FILHA A VOAR PELA JANELA!
- Ela é livre de ir para onde quer. As fadas são assim.
- Certo...Posso tentar?
- Não funciona com humanos. Bem mas eu vim até aqui para..O que estás a fazer?
O Rei estalava os dedos compulsivamente.
- Podes parar de estalar os dedos?? Estou a tentar falar! – disse a fada corada de raiva.
- GRRAUUUURR – rugiu ela. E com um Plim desapareceu de vista.
Mas o que a fada não sabia, era que a sua missão tinha sido cumprida. O Rei estava de tal maneira obcecado com o estalar dos seus dedos que perdeu o interesse pelas abóboras e assim o Reino pode ficar livre de comer aboboras para o resto da vida. FIM.
Hã? Demasiado cool não foi? Mas para que fique escrito eu não adormeço a pensar em contos infantis sem moral nenhuma.. este foi um que me surgiu na cabeça, heh.
Hoje tomei um banho de banheira. Já há, literalmente, anos que não tomava. Foi bom mas no fim estava de tal maneira relaxado que comecei a ficar com sono. Saí da banheira com o corpo entorpecido.
Outra coisa muito interessante. Estou a ver uma média de 3 filmes por dia. Tenho visto de tudo, desde os clássicos até aos mais comerciais. Acho que vou acabar de ver o meu carregamento de filmes só esta semana. Mas é compreensível! Não está cá ninguém em casa, ainda não comecei as aulas e está a nevar como se não houvesse o depois de amanhã. Que querem que eu faça? Vá para a rua apanhar ar e combinar coisas com amigos? Pois, parece-me bem que não. Não, de vez em quando lá saio para apanhar ar e ginasticar as pernas.
Este é capaz de ser um dos posts mais estranhos (e mais longo Martim..) que já escrevi mas dêm-me um desconto de 5 euros: eu estou mergulhado de filmes até aos olhos e não tenho ninguém com quem falar. De qualquer maneira eles chegam de Roma depois de amanhã por isso o martírio está quase a acabar.
Uma abóbora para todos. Hurray!
domingo, 4 de janeiro de 2009
No Net, No Posts
2/01/09
Adivinhem. Estou a ficar doente.
A Maria começou a ficar ontem e conseguiu-me pegar. Pelos vistos a casa consegue ser tão pequena ao ponto de passarmos micróbios uns aos outros pelo simples facto de vivermos juntos. Mais, não trouxe os remédios que a mãe tanto me aconselhou porque “eu só fico doente em novembro”. Adivinhem. Estou a ficar doente em Janeiro. Enfim, nada de preocupante, já tomei um comprimido qualquer encarnado e já me agasalhei como se estivesse no Polo Norte e não tenho saido muito de casa. Só para ir ao supermercado abastecer a minha prateleira.
E assim começa mais um ano. Em Milão, adoentado, com trabalhos para fazer, sozinho em casa. Não podia ser mais diferente dos anos passados. Mas mesmo assim, não me importo nada. Foi tudo para Roma e assim, tenho Milão só para mim. Uma casa aquecida, pequena, abastecida, deserta.
Sendo eu uma pessoa que não se importa de ficar em casa sozinho, estou nas minhas sete quintas. Quintas cheias de animais barulhentos e esfomeados de feno, com relva a dar com pau, e um celeiro gigantesco. Acabei de ver agora o “Juno”. Já tinha visto no avião a caminho da Argentina, sem som, e agora, que disfrutei da experiência completa, com som incluído, I have to say it’s a freaking good movie. Adorei o estilo da personagem principal e o seu sentido de humor apurado e irónico. Talvez seja por isso que me apeteceu escrever qualquer coisa. É verdade.. o mundo é um lugar estranho.
Quanto a aulas, só começo dia 6, ou 7 não me lembro bem, tenho de confirmar. Tenho ainda uns trabalhos de animação para fazer... coisa difícil sem a chamada Peg Bar. Uma barrinha que permite fixar as folhas de maneira a desenhar no sítio certo para uma animação fluída. Vou amanhã falar com a faculdade e perguntar se têm uma dessas barras mágicas. Se não, too bad. Terei de me desenrrascar.
Em princípio vou à Grécia com o João para casa de uma amiga dele! Será a minha primeira viagem para fora do país das pizzas por isso estou entusiasmado. O pior é que já me disseram que Atenas é feioso e que agora há uma onda de violência por aqueles lados. Nada que eu não aguente.
I’m off to cook some sh*t.
‘Té já.
Adivinhem. Estou a ficar doente.
A Maria começou a ficar ontem e conseguiu-me pegar. Pelos vistos a casa consegue ser tão pequena ao ponto de passarmos micróbios uns aos outros pelo simples facto de vivermos juntos. Mais, não trouxe os remédios que a mãe tanto me aconselhou porque “eu só fico doente em novembro”. Adivinhem. Estou a ficar doente em Janeiro. Enfim, nada de preocupante, já tomei um comprimido qualquer encarnado e já me agasalhei como se estivesse no Polo Norte e não tenho saido muito de casa. Só para ir ao supermercado abastecer a minha prateleira.
E assim começa mais um ano. Em Milão, adoentado, com trabalhos para fazer, sozinho em casa. Não podia ser mais diferente dos anos passados. Mas mesmo assim, não me importo nada. Foi tudo para Roma e assim, tenho Milão só para mim. Uma casa aquecida, pequena, abastecida, deserta.
Sendo eu uma pessoa que não se importa de ficar em casa sozinho, estou nas minhas sete quintas. Quintas cheias de animais barulhentos e esfomeados de feno, com relva a dar com pau, e um celeiro gigantesco. Acabei de ver agora o “Juno”. Já tinha visto no avião a caminho da Argentina, sem som, e agora, que disfrutei da experiência completa, com som incluído, I have to say it’s a freaking good movie. Adorei o estilo da personagem principal e o seu sentido de humor apurado e irónico. Talvez seja por isso que me apeteceu escrever qualquer coisa. É verdade.. o mundo é um lugar estranho.
Quanto a aulas, só começo dia 6, ou 7 não me lembro bem, tenho de confirmar. Tenho ainda uns trabalhos de animação para fazer... coisa difícil sem a chamada Peg Bar. Uma barrinha que permite fixar as folhas de maneira a desenhar no sítio certo para uma animação fluída. Vou amanhã falar com a faculdade e perguntar se têm uma dessas barras mágicas. Se não, too bad. Terei de me desenrrascar.
Em princípio vou à Grécia com o João para casa de uma amiga dele! Será a minha primeira viagem para fora do país das pizzas por isso estou entusiasmado. O pior é que já me disseram que Atenas é feioso e que agora há uma onda de violência por aqueles lados. Nada que eu não aguente.
I’m off to cook some sh*t.
‘Té já.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
15663 - 13656 + 2 = 2009
Desta vez fui escoltado pela minha família até ao aeroporto de Lisboa. Com um “até já” as despedidas foram rápidas e sem muitos dramas. Afinal, dois meses passam mais rápido que um piscar de olhos. Eu que o diga. Os primeiros dois meses em Milão parecem-me mais dois dias. Passou tudo muito rápido mas mesmo assim parece-me que vivi um ano em Milão. Talvez por ter conhecido coisas que nunca tinha conhecido. Apanhei o avião com o João, Maria e Rita sem dramas nem stresses e a viagem foi rápida. O frio em Milão ainda reinava por aquelas terras e pudemos ver uma paisagem quase toda branca de neve. Estava a nevar e uma temperatura muito baixa. A Maria começou a ficar louca com as horas porque não queria passar o ano dentro de um autocarro a caminho do centro. Mas eu descansei-a e disse-lhe que chegaríamos a horas ou não me chamava eu Arnaldo Domingues. Chegámos a casa a boas horas, pousámos as malas, vestimos uma roupa mais quente (menos o João que levou os seus ténis e congelou o pé) e fomos para o Castelo onde os milaneses se reuniam para festejar. Saímos do metro na piazza Duomo e o caos começou. A praça parecia um campo de batalha e agora era mesmo verdade: eu corria perigo de vida! Yes. Em Itália pelos vistos, não é proibido de se deitar bombas de carnaval nas ruas e estas explodiam em todo o lado com um estrondo que quase deixou os nossos ouvidos em sangue. A Rita quase entrou em pânico e depois de ver o fogo de artifício foi para casa. As condições não eram boas é verdade: o frio que congelava os nossos ossos, o medo de uma bomba rebentar nos nossos pés e a fome que apertava os nossos estomagos e dizia:”Mestre, preciso de alimento”. Mesmo assim ainda passeámos um bocado, sempre a correr de um lado para o outro para não sermos atingidos por bombas que vinham dos céus (sim, as pessoas atiravam bombas ao calhas pelo ar), comemos um panini muito bom e vimos um bonzinho fogo de artifício. ----//----
Já marquei a viagem de volta para Lisboa. Chego dia 27 de Fevereiro!
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